A reanimação respiratória
A reanimação respiratória, tem como objectivo salvar uma pessoa que deixou de respirar, de forma a tentar levar oxigénio aos pulmões, enquanto não chega a equipa de reanimação ou o doente não recupera.
A técnica necessária deve ser aplicada, caso possível, por alguém preparado, já que a sua incorrecta utilização pode provocar graves lesões.
Se num prazo máximo de 6 minutos não se conseguir recuperar a vítima, restabelecendo a oxigenação do cérebro, esta pode sofrer lesões irreversíveis e, inclusive a morte cerebral. A cada minuto que passa, há redução acentuada da probabilidade de recuperar a vítima.
Infelizmente os sintomas de asfixia e de paragem cardíaca são frequentes na grande maioria das situações de emergência, como acidentes e catástrofes, assim como em muitos casos de intoxicação, afogamento, electrocussão, hemorragias e choque.
Sempre que observar uma pessoa caída, deve em primeiro lugar avaliar as condições de segurança para o reanimador, terceiros e para a própria vítima. Depois de verificadas e asseguradas, aborda a vítima. Se por exemplo, esta estiver junto de um muro em perigo de desmoronamento, esta deve ser removida.
De seguida, avalia o estado de consciência, abanando os ombros e perguntando “ Como se sente”. Se responde, é sinal que está consciente. Tenta saber o que aconteceu e liga aos bombeiros se necessário.
Se não responde, está inconsciente. Grite por ajuda e de seguida faz pesquisa de algum objecto na boca a impedir a passagem de ar. Se não tem, verifica se respira e tem pulsação. Caso seja negativo, liga aos bombeiros, se ainda não fez, e inicia reanimação cardio-respiratória, se tiver formação.
Como avaliar se respira
Coloca a vítima de barriga para cima e desaperta a roupa. Coloca uma mão na testa para elevar a cabeça para trás e os dedos indicador e médio da outra no queixo sobre o maxilar inferior, ajudam na inclinação e abertura da boca juntamente com o polegar.
Põe a sua face junto à da pessoa e durante 10 segundos tenta ver se há movimentos no tórax, ruídos respiratórios e se sente na face fluxo de ar da pessoa.
Durante este tempo tenta pesquisar sinais de circulação, conforme descrito anteriormente.
Se a vítima não respira e não tem pulso, chame os bombeiros e inicie RCP se tiver formação.
Como avaliar o pulso?
No pulso conta-se os batimentos do coração através das artérias. Pode ser avaliado em vários pontos e mede-se em pulsações por minuto (p/m). O número normal varia com a idade, o estado físico, repouso e stress.
- Bebés : 70 a 170 p/m
- Crianças até 12 anos: 70 a 110 p/m
- Adultos : 60 a 170 p/m
Onde avaliar o pulso?
- Pressionar levemente sobre o peito esquerdo.
- Pressionar o lado interno do pulso, sobre a artéria radial, com os dedos indicador e médio.
- Pressionar sobre a virilha – artéria femural.

- Palpar a artéria que passa no lado interno do braço – artéria braquial.

- Palpar a artéria que passa no pescoço, no sulco que fica a 2cm da maça de Adão – artéria jugular.

Se verificar que a vítima está em paragem respiratória, inicie ventilação artificial, se tiver formação.
Respiração artificial

Coloca a vítima de barriga para cima e desaperta a roupa. Coloca uma mão na testa para elevar a cabeça para trás e os dedos indicador e médio da outra no queixo sobre o maxilar inferior, ajudam na inclinação e abertura da boca juntamente com o polegar.
O dedo indicador e polegar da mão que está na testa fecham o nariz, em forma de pinça. Faz uma inspiração normal e expira na boca da vítima durante 1 segundo, sem se forçar a entrada, a um ritmo de 10 por minuto. Em cada ventilação, observa a expansão do tórax para verificar a eficácia. Ao fim de 10 ventilações deve avaliar se a vítima recuperou a respiração ou se entrou em paragem cardíaca,
Os lábios do reanimador devem ficar bem selados aos da vítima, para não haver fuga de ar e a ventilação ser ineficaz. Nas crianças, a boca do reanimador tem que abranger a boca e o nariz e as insuflações são com menos ar.
Se a vítima inconsciente recuperar a respiração, coloca em posição lateral de segurança.
Se a vítima apresentar lesões na boca, a respiração pode ser feita entre a boca do reanimador e o nariz da vítima, usando a mesma técnica de elevar a cabeça, mas não se abre a boca. O ritmo e a intensidade de insuflação são iguais.
Se a vítima entrar em paragem cardíaca e respiratória deve iniciar 30 compressões cardíacas alternando com 2 ventilações.
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