Acidentes - Como actuar?
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A sociedade é cada vez mais complexa e diversificada em termos de exigências e ofertas, proporcionando novos horizontes e riscos de haver acidentes, desde os domésticos às catástrofes.
O aumento populacional e as grandes concentrações urbanas aumentam as tensões e geram novas situações de perigo.
Por estas razões é benéfico para todos, sobretudo, para nós próprios, amigos e familiares, que as pessoas tenham uma preparação de forma a saber como agir perante uma vítima.
Acidentes mais frequentes
As crianças sofrem mais feridas e lesões provocadas, principalmente pelos brinquedos, pela imprudência própria da idade, por falta de medidas de segurança em casa ou na escola, ou por excesso de confiança dos adultos. Os envenenamentos e intoxicações são também frequentes, especialmente em casa, no caso das crianças, que têm a tendência de levar tudo à boca.
Nos adultos os acidentes mais comuns são os de viação, que também são os que têm consequências mais graves.
Nos idosos, as quedas ocupam o primeiro lugar e, na maior parte dos casos, provocam fracturas graves que podem, inclusive, levar à morte.
A asfixia, quer seja por incêndio ou por outras causas, em conjunto com o afogamento, ocupa uma posição de destaque dentro das estatísticas de mortalidade por acidente.
Os acidentes laborais, especialmente no sector da construção, indústria química e da indústria eléctrica, são preocupantes.
A casa é o local onde se dão as quedas, os envenenamentos com produtos químicos utilizados nas limpezas, na manutenção da casa ou na bricolage, produtos de jardinagem, etc.
Origem:
A origem pode ser uma imprudência da vítima, perigo no local da ocorrência e da actividade que se está a realizar na altura do acidente.
Outras causas podem ser as catástrofes provocadas, naturais, riscos do meio ambiente como a exposição ao frio ou à humidade intensa, a insolação, o envenenamento por produtos naturais (cogumelos e plantas), a contaminação ambiental ou radiações ultravioletas.
A qualquer altura da vida, pode-se ser envolvido numa situação mais dramáticas, na qual a intervenção pode ser determinante para salvar a vida ou minimizar as lesões sofridas por uma vítima. É melhor uma pessoa estar preparada do que sentir-se impotente perante situações imprevistas.
O principal é agir sempre com rapidez e responsabilidade, evitar riscos para si, terceiros e para a própria vítima, avaliar as vítimas, pedir ajuda e socorrer as vítimas conforme a gravidade.
A primeira coisa que se deve fazer perante uma situação de emergência é fazer uma avaliação cuidadosa do local e das vítimas. Uma vez identificadas, será necessário determinar a sua gravidade e a ordem em que devem ser socorridas.
Deve-se afastar a vítima dos outros possíveis riscos, se esta se encontrar em situação de perigo (no meio do trânsito, no fogo, muro em desmoronamento, etc.).
Em primeiro lugar estão as vítimas que se encontrem inconscientes e que possam necessitar de ser reanimadas com urgência.
Nunca esquecer de pedir ajuda a alguém que passe no local ou dos bombeiros.
Logo a seguir, verifica-se se a vítima tem pulso e respiração. Se estiver inconsciente e a respirar, coloca-se em posição lateral de segurança. Se não respira e não tem pulsação, tem que se chamar ajuda antes de iniciar a reanimação, se tiver formação.
Faz-se uma avaliação geral do doente, para observar se há fracturas, hemorragias ou lesões internas.
Geralmente, agasalha-se e coloca-se a vítima mais cómoda e tranquila possível.
Se não se domina a situação, não se sabe o que fazer ou se suspeita que pode haver lesões graves, é preferível não intervir, excepto para pedir ajuda médica urgente. Se possível, permanecer junto da vítima consciente e tranquilizá-la.
Ter certas noções básicas pode permitir salvar vidas e facilitar o trabalho dos profissionais de saúde.
Referencias: Manual de Emergências - Um Guia Para Primeiros Socorros - Chapleau- Editora: ELSEVIER / MEDICINA NACIONAIS



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