Doença pulmonar obstrutiva crónica
A doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) é uma doença crónica dos pulmões, em que à diminuição da capacidade de respirar devido a obstrução nas vias aéreas (zona que vai desde a boca até aos pulmões). Geralmente, é resultante de uma resposta infecciosa à inalação de fumo ou partículas prejudiciais ao organismo, durante um longo período de tempo .
Pessoas atingidas:
- As que fumam à mais de 10 anos.
- Com mais de 40 anos.
- Que tenham tosse ou expectoração crónica e que tenham falta de ar para pequenos esforços (dispneia).
- Tenham deficiência da proteína alfa-antitripsina
Sintomas:
Os mais comuns são a tosse e/ou expectoração frequente. Com o agravamento da doença surge dispneia, falta de ar e pieira (barulho ao respirar). Num estado mais avançado da doença, pode surgir problemas cardíacos, edema (inchaço) nos pés e pernas.
Origem
A DPCO evolui após vários anos de consumo de tabaco e exposição a poeiras, vapores e substâncias irritantes à via aérea. O tabaco tem produtos irritantes que inflamam e causam lesões nas vias aéreas, que ao fim de anos favorecem o aparecimento da doença. Deixar de fumar alivia bastante os sintomas.
Algumas profissões como a de mineiro e trabalhador da construção civil, são consideradas de risco, devido à exposição constante a substâncias e pós nocivos.
A deficiência da proteína alfa1- antitripsina é genético e hereditário. São raros os casos de DPOC provocados por esta proteína.
Diagnóstico
Os sintomas apresentados por um doente exposto a fumo ajudam na determinação da doença. O médico pode pedir RX ao tórax e análises ao sangue para ajudar no diagnóstico.
O exame para confirmar a doença é a espirometria através da medição do grau da obstrução das vias aéreas, ou seja, a quantidade de ar que sai dos pulmões. Neste exame o doente mete o máximo de ar nos pulmões (inspira) e de seguida assopra de uma forma rápida e com força (expira) no tubo da máquina.
Através da avaliação dos resultados o médico sabe a força e a quantidade de ar que sai dos pulmões. Avalia a gravidade da doença e qual o tratamento mais eficaz para minimizar os sintomas e evolução da doença.
Outro exame realizado é a gasometria. É retirado sangue de uma artéria, geralmente do braço, para avaliar o valor de oxigénio no sangue arterial. Nestes doente o valor do oxigénio está geralmente abaixo do normal, entre os 91-93%.
Tratamento
O primeiro passo é deixar de fumar ou de frequentar ambientes poluídos. Pode ser necessário usar medicamentos para ajudar a controlar os sintomas da falta de tabaco.
Os medicamentos para a DPOC não curam a doença, apenas reduzem os sintomas e as complicações. São prescritos broncodilatadores para permitir a passagem de maior quantidade de ar. A forma mais usada é a de nebulizador de pó (bomba) devido a terem um efeito mais rápido e eficaz.
Pode ser necessário recorrer temporariamente a corticoides e a oxigénio em casa. A fisioterapia respiratória pode ajudar e diminuir os sintomas.
O doente deve ter um grande cuidado para não apanhar infecções respiratórias, e vacinar-se todos os anos contra a gripe.
Como evolui:
A DPCO instala-se lenta e progressivamente. Por isso, muitas vezes o paciente vai ao médico numa fase avançada da doença. Inicialmente aparece a tosse e expectoração que o doente não valoriza. Depois o doente tem infecções respiratórias mais frequentes - bronquite aguda – seguido de queixas de cansaço fácil para médios esforços. Na fase mais avançada evolui até não conseguir fazer pequenas tarefas, como a higiene diária e falar.
Durante algum tempo, apesar dos sintomas, o pulmão consegue receber o oxigénio do ar e transportá-lo até ao sangue, e receber deste o dióxido de carbono que elimina para o ar. À medida que a doença evolui o pulmão fica mais afectado e a função vai-se reduzindo. O oxigénio que chega ao sangue vai sendo menor e o dióxido de carbono vai-se acumulando. As estas alterações dos gases do sangue chama-se insuficiência respiratória.
Nesta fase avançada de DPCO, os doentes podem apresentar cianose (lábios e unhas azuladas), devido à diminuição de oxigénio no sangue, e dor de cabeça de manhã devido à acumulação de dióxido de carbono. Também os pequenos vasos sanguíneos dos pulmões são destruídos, o que impede o normal fluxo sanguíneo através dos pulmões. Como resultado desta alteração, o coração bombeia com maior força e pressão acrescida para levar o sangue aos pulmões. A pressão elevada dos vasos sanguíneos nos pulmões é designada hipertensão pulmonar.
A DPCO e a asma são ambas doenças obstrutivas. A DPCO surge por volta dos 50 anos em pessoas que fumaram durante muitos anos, com tosse, expectoração, falta de ar e é uma doença progressiva. A asma surge nas crianças devido a alergias, rinite e/ou eczemas. A tosse na asma varia sendo mais frequente ao deitar e levantar. É uma doença com cura.
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