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Eis o futuro da sua saúde!

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A evolução tecnológica é um dos milagres da Medicina. Com a esperança média de vida a aumentar, a qualidade com que vivemos é crucial. Conheça as máquinas do futuro!

por Ana Dória e Palmira Correia

O COMPUTADOR NÃO É UM INIMIGO DOS OLHOS. Corre o mito de que a utilização do computador é prejudicial para os olhos. Não é verdade! A verdade é que a utilização do computador e a leitura em geral põem em evidência algumas “fraquezas” que os olhos possam ter e que, de outro modo, não seriam tão evidentes. Não queremos, de todo, aconselhá-lo a passar horas vidrado no computador: é claro que usar o computador por muitas horas, ver televisão por longos períodos ou ler por muitas horas é algo que pode originar cansaço, mas não induz doença ocular. Isto quer dizer que existem algumas regras que, se cumpridas, vão tornar o uso do computador uma tarefa mais agradável e eventualmente mais gratificante.

Vamos enumerar as principais regras para descansar os olhos:

1 INTERVALOS Faça intervalos de pelo menos 5 minutos após cerca de 90 minutos de utilização do computador.

2 POSIÇÃO Sente-se confortavelmente, evite estar de pernas cruzadas e tenha o peso do corpo bem distribuído pelos dois pés, podendo até usar um pequeno estrado para os apoiar.

3 LUZ Se puder dê prioridade a uma iluminação natural que pode ter, ou não, apoio de iluminação artificial.

4 MONITOR É importante que o monitor não esteja acima do nível dos olhos e o ideal é colocá-lo ligeiramente abaixo desse plano.

Largue os mitos

Há quem julgue que é preciso estar quase cego para operar as cataratas, assim como há mães que pensam que não podem ter o filho de parto normal por terem sido submetidas a cirurgia ocular. “São tudo mitos. As pessoas têm de ser informadas de que tudo isto não faz sentido!”, refere o oftalmologista e médico cirurgião Armando Garcia.

Ainda hoje há quem pense que o olho tem de cegar para ser operado, um mito que é transversal na sociedade portuguesa e que também envolve profissionais de saúde e não só. “O risco em que se incorre ao extrair uma catarata já muito dura é incomparavelmente maior, para além de a pessoa perder qualidade de vida e de visão durante muitos anos”, afirma o dr. Armando Garcia, para defender que este mito tem de ser rapidamente combatido. Igualmente transversal é a incidência da catarata na idade. Pode surgir à nascença (congénita), em crianças, jovens e jovens adultos, embora se registe um aumento de incidência a partir dos 50 anos, faixa etária em que, nas sociedades evoluídas, se regista um aumento no número das cirurgias. O oftalmologista garante que, após a operação, só nos primeiros meses é que se mantém alguma movimentação da lente. “Ao fim de um ano torna-se uma lente unifocal, ou seja, não foca para várias distâncias porque a mobilidade, com o tempo, vai-se perdendo dentro do olho.” Já as multifocais dependem do desenho da lente e não da sua mobilidade dentro do olho. “Cerca de 75 a 85 por cento dos cirurgiões da presbiopia (cirurgia para corrigir a ‘vista cansada’) usam lentes multifocais, distribuindo-se os restantes 15 por cento por outros métodos que têm existido, mas que não têm provado uma eficácia duradora.” Atualmente, os métodos mais usados para operar doenças oculares, segundo o cirurgião Armando Garcia são: o LASER excimer (também conhecido por LASIK) usado na correção de miopia, astigmatismo e hipermetropia; o implante de lentes intraoculares (muito usado nas miopias elevadas e na “vista cansada” – presbiopia; e os ultrasons de alta frequência (facoemulsificação) são muito usados na cirurgia da catarata.

“Portugal não fica atrás de nenhum país de primeira linha, europeu ou americano”, assegura Armando Garcia para se congratular com o facto de os congressos europeus estarem cheios de médicos americanos. E justifica: “A Europa tem nomes na vanguarda da investigação.” Saiba tudo em www.laserocular.pt.

Ultrapassar um cancro é uma realidade

Está prestes a chegar a Portugal o primeiro e único sistema mundial de radiocirurgia robótica para o tratamento de tumores em qualquer parte do corpo e oferece uma nova esperança aos doentes em todo o mundo. Chama-se Cyberknife e é uma das novas tecnologias que veio complementar o arsenal terapêutico da especialidade de Radioterapia. Destinada ao tratamento de tumores de localização variada, a Cyberknife utiliza um sistema de imagem guiada, controlada por um computador robótico que lhe permite fazer múltiplos campos não coplanares, com radiação de alta energia, direcionados para qualquer local do corpo. A sua precisão submilimétrica não necessita de um quadro estereotáxico invasivo, sendo uma das mais-valias em termos de conforto para os doentes. Antes do procedimento, o paciente é submetido a um varrimento de alta resolução (TAC ) para determinar o tamanho, forma e posição do tumor. A seguir, os dados da imagem são transferidos digitalmente para a estação de trabalho do Cybernknife, onde se inicia a planificação do tratamento.

Como Funciona: Um clínico qualificado usa então o software do Cybernknife de forma a gerar um mapeamento do tratamento. Este “mapa” é usado para combinar a dose de radiação desejada com a posição identificada do tumor. Desta forma a exposição dos tecidos circundantes saudáveis à radiação é muito menor. O paciente é posicionado confortavelmente na mesa de tratamento. De seguida, o robot, controlado pelo computador do Cyberknife, mover-se-á lentamente em torno do paciente para as várias posições, debitando radiação ao tumor.

Diga adeus ao sofrimento

Para acabar com o pesadelo da colonoscopia, já chegou a Portugal uma cápsula que fotografa o intestino. A importância deste exame é terminar com o cancro do intestino, o que mais mata no nosso país. Ao contrário dos rastreios dos cancros da mama, do útero ou da próstata, em que se deteta a doença na sua forma precoce, o rastreio do cancro do cólon pode impedir que um simples polipo no intestino, retirado a tempo, se transforme em cancro. Provavelmente porque este exame não se faz com a regularidade com que se deveria fazer, morrem todos os dias dez portugueses vítimas de cancro do intestino o que corresponde a cerca de 25 novos doentes por dia. Em 2005 o número de vítimas mortais não ultrapassava os oito. Seis anos depois, o número de mortos sobe mais de 20 por cento, e atinge ambos os géneros em números semelhantes. O professor Nobre Leitão, diretor clínico do Hospital dos Lusíadas, garante que o cancro do intestino é o que mais mata em Portugal, mas assegura que já é possível preveni-lo, sendo o primeiro objetivo evitar que ele exista. Informa ainda, que em 2004, na Alemanha, foi introduzido um rastreio à população a partir dos 50 anos e este ano já se verificaram menos 17 mil novos doentes em relação ao que era esperado só pela colonoscopia, o método-padrão que se aplica em todo o mundo. Na opinião do professor, a utilização da cápsula é um método não invasivo, isento de risco e com uma capacidade de visualização semelhante à da colonoscopia.

Como Funciona: O doente toma a cápsula, coloca um gravador de imagens preso à cintura e pode ir trabalhar (sim, é tão simples e indolor como isto!). Passadas 24 horas, entrega o gravador e o médico irá avaliar se é necessário ou não fazer a colonoscopia para extrair um ou mais polipos que tenha localizado nas imagens. Ou seja, a partir de agora, a colonoscopia só será necessária se houver polipos para extrair. O que é que isto significa em termos práticos? Apenas 20 por cento das pessoas terão de se submeter à intervenção invasiva. Faça o rastreio e evite uma doença bastante complicada.

Todos os dias morrem 10 portugueses vítimas de cancro nos intestinos. Do que é que está à espera para fazer o rastreio?

 

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