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Somos o que comemos

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Durante esta década têm surgido inúmeras teorias alimentares.

Umas ficam rapidamente fora de prazo e outras certamente vão manter a vitalidade durante muitos anos. Está na altura de optar pelas melhores e a MH diz-lhe como o fazer! Podemos servir a sua próxima refeição?

por joão parreira

 

Café

É certo que estamos cada vez mais conscientes da importância do café. A verdade é que, apesar de existirem cada vez mais variedades, o café não é uma descoberta recente. Quer seja através de elementos gourmet representados sob várias opções de oferta nas grandes cadeias, como o Starbucks, ou através das populares máquinas de café caseiras que funcionam com cápsulas, a verdade é que este produto está agora mais representado do que nunca entre os portugueses. Se pensarmos bem até não admira, ou não fôssemos tremendos consumidores de café. Por falar nisso, que tal pedir uma bica enquanto acaba de ler este artigo?

Aproveite bem: Vários estudos já demonstraram os benefícios desta bebida: combate a dor de cabeça, evita a coagulação sanguínea, reduz o risco da doença de Parkinson, melhora a asma, as alergias e a lista continua. Contudo, “para que possa retirar todos os benefícios desta bebida é importante não exceder a dose diária recomendada, equivalente a 2-3 chávenas por dia”, aconselha a Dra. Patrícia Segadães, nutricionista na Clínica Metabólica, em Oeiras. E se gosta de adicionar açúcar ao seu café, talvez seja melhor reduzir a quantidade, pois “a adição de um pacote de açúcar equivale à ingestão de 9 g de açúcar (aproximadamente), ou seja, 36 Kcal.  Se beber dois cafés por dia, no final do mês terá ingerido cerca de 2.150 Kcal”, alerta.
Agora faça as suas próprias contas!

 

Pão

As exigências da vida moderna obrigam a que, cada vez mais, se consumam alimentos pré feitos ou embalados que nem sempre são sinónimo de qualidade, mas ainda existem formas de recuperar a riqueza e a variedade de se consumir e fazer pão. Uma delas passa por “encontrar, nas imediações de sua casa, uma boa mercearia, uma boa padaria ou um bom supermercado que tenha bom pão. Um pão feito por padeiros à moda antiga ou de acordo com o respeito pela tradição. Certamente que a sua boca saberá a diferença”, indica fonte oficial do Museu do Pão (www.museudopao.pt). E se nem sempre é prático comprar bom pão diariamente, “pode sempre comprá-lo para a semana toda, cortá-lo em porções, congelá-lo e ir consumindo ao longo da semana”, acrescenta.

Aproveite bem: Vá alterando o tipo de pão que consome e escolha um que tenha centeio. De acordo com o estudo Healthgrain, realizado por 40 empresas de 15 países europeus, o centeio previne cardiopatias e diabetes tipo 2.


Orgânico e biodinâmico

O “pânico” recentemente associado aos alimentos transgénicos e o medo crescente dos consumidores relativamente à origem dos produtos que comem, permitiu aos produtos orgânicos, e aos que são desenvolvidos em cultivos biodinâmicos, destacarem-se durante os últimos anos. Os primeiros, presentes em muitas lojas ecológicas, não têm pesticidas e outros elementos químicos. “Os alimentos de cultivo biológicos apresentam, regra geral, um maior teor a nível de vitaminas, minerais e matéria seca, tendo ainda a mais-valia de estarem isentos de produtos potencialmente prejudiciais à saúde, como fertilizantes, herbicidas e outros”, indica a Dra. Patrícia Segadães. Por outro lado, “o sabor dos alimentos orgânicos é ainda muito mais intenso e natural. No entanto, esta diferença de sabor pode ser mais acentuada em alguns alimentos do que noutros”, refere.

Aproveite bem: Experimente com as frutas e o leite. Pese o cepticismo à volta destes produtos, estudos da Soil Association (uma associação ecologista americana) asseguram que as frutas contêm até 90% mais de vitamina C, enquanto os níveis de Ómega-3 do leite estão entre 10% e 60% acima comparativamente com as que não são orgânicas.

 

Slow food

Apesar de este movimento ter surgido em 1986, foi durante a última década que os preceitos da slow food se popularizaram e internacionalizaram. Surgido em Itália, nasceu como uma forma de recuperar a particularidade e a tranquilidade para degustar os sabores perante a standardização e o stress da vida quotidiana. Até aqui tudo bem e podemos dizer que existe um consenso em torno destas ‘nobres’ ideias, pois não há dúvida que a última década teve um ascendente importantíssimo na área da culinária, mas é um facto inegável que apresenta uma componente demasiado formal para uma refeição. Se quer reconhecer um restaurante slow food facilmente, não há nada mais simples: quer seja pelo género de produto que defende ou simplesmente pelo facto de jamais o apressarem a sair da mesa para sentar o cliente seguinte, a ideia é somente uma: desfrutar ao máximo todos os sabores colocados à sua frente.

Aproveite bem: Se a mastigação é o primeiro processo da digestão de qualquer alimento, “é importante mastigar bem e lentamente os alimentos, pois este procedimento favorece a digestão e a absorção dos nutrientes por parte do organismo. O número de vezes que você mastiga está directamente relacionado com a informação enviada ao seu cérebro e com o seu estado de saciedade”,

 

Iogurtes e milagres

O kéfir é proveniente do Cáucaso, onde, ao que parece, as pessoas vivem mais anos. Já houve quem relacionasse este facto com o consumo deste iogurte, e assim conseguiu os seus quinze minutos de fama. “Além dos benefícios a nível da função imunitária, pois o kéfir favorece a supressão das bactérias patogénicas e das substâncias tóxicas ao longo de todo o tracto intestinal, estão ainda descritos benefícios a nível da regulação da pressão arterial, diminuição do colesterol e melhorias na circulação”, refere a nutricionista. O melhor de tudo? “Poderá ser uma alternativa ao iogurte e ainda poderá juntar algumas peças de fruta para tornar o seu kéfir mais apetitoso”.

Aproveite bem: O kéfir “é especialmente recomendado para pessoas com problemas intestinais, causados pela diminuição da flora intestinal benéfica, e também para pessoas com a função imunitária diminuída”, explica a especialista.

 

Macrobiótica

Já não é novidade, mas a comida macrobiótica é uma tendência que continua a ganhar cada vez mais força. Os seguidores desta filosofia recorrem a alimentos naturais, processados de forma mais lenta e tradicional. “Quando se fala em comida macrobiótica, normalmente tende-se a pensar numa dieta rígida, complicada e sensaborona… nada mais errado! Os alimentos biológicos, e quase nada processados, são sempre uma mais--valia para o organismo, uma vez que se apresentam num estado em que ainda não perderem a sua verdadeira energia vital”, explica fonte oficial do Instituto Macrobiótico de Portugal (www.e-macrobiotica. com). Desta forma, e tendo como base essencial o consumo de cereais, “a pessoa ganha mais saúde, fortalece a capacidade de auto-regeneração e a energia ao longo do dia é maior, dado que o fornecimento de energia ao corpo demora mais tempo a ser assimilado pelo organismo, contrabalançando os efeitos de problemas de saúde causados por regimes alimentares muito agressivos”, acrescenta a mesma fonte.

Aproveite bem: Existem vários restaurantes em Portugal com comida macrobiótica. Se quiser experimentar, não há nada como provar. Eis algumas sugestões: Jardim dos Sentidos (www.jardimdosentidos.com); O Arado (www.macroarado. com); Restaurante Terra (www.restauranteterra.pt); Restaurante Espiral (www. espiral.pt).

 

Grandes chefs nos grandes hotéis

Os hotéis de luxo são, cada vez mais, lugares de excelência para se apreciar refeições de nível. Há já alguns casos em que os clientes elegem pernoitar num determinado hotel pela fantástica oferta dos seus restaurantes. E isto acontece porque os hotéis dotaram-se dos melhores chefs. Para muitos chefs, contar com o apoio de um restaurante é vital para poder trabalhar sem problemas, uma vez que permite outro suporte económico. E também não nos podemos esquecer que existem restaurantes da chamada ‘alta culinária’ que não dão lucros.

Aproveite bem: Marque um fim-de- -semana num hotel que se adeqúe ao que procura e cujo preço englobe as refeições no restaurante que já lhe tinham recomendado. Depois, desfrute do menu até à exaustão!

 

Pequenas quantidades

O impacto provocado pelo documentário Super Size Me na tomada de consciência sobre as comidas dos restaurantes de fast food, demonstrou que a gula neoliberal levava à autodestruição, da mesma maneira que aconteceu noutros tempos com as drogas asiáticas ou com os discos de Phil Collins. Depois deste filme, e de alguns outros orientados no sentido de mostrar as misérias da indústria alimentar, profissionais e autoridades de saúde decidiram tomar conta do assunto sob a forma de recomendações de se comer em poucas quantidades, divulgação das calorias de cada alimento e um sem-fim de certificados de qualidade para salvaguardar o consumidor. No entanto, há que ser racional, pois “comer em pratos pequenos também é uma boa estratégia para reduzir a quantidade de comida que ingere diariamente.
Contudo, em qualquer processo de emagrecimento é fundamental que não passe fome”, revela a Dra. Patrícia Segadães.

Aproveite bem: Se está a tentar fazer dieta, terá de seguir escrupulosamente esta regra: coma em pratos pequenos, para que no final fique com a sensação de que comeu o suficiente.

 

Internet

Ao longo destes últimos anos, há muitas pessoas a fazer compras online. Houve uma primeira vaga em que só se comprava comprimidos azuis, bilhetes para concertos, etc. Hoje, graças ao aparecimento de imensas lojas virtuais e ao desenvolvimento de cada vez mais aplicações voltadas para as compras na Web, compramos tudo e mais alguma coisa, inclusive roupas que nem sabemos se nos servem. Fazer as compras de supermercado através da Internet continua a ser uma boa opção, ainda que o sistema seja um pouco confuso e por vezes demorado. Mas a verdade é que existe uma nova forma de comprar produtos alimentares online: o melhor e mais recomendável é comprar directamente ao produtor. Compra mais barato e o produto tem mais qualidade. O único problema é que, na maior parte dos casos, tem de comprar em grandes quantidades, pelo que o melhor é juntar alguns amigos para fazerem a compra. Azeite e vinho são alguns dos produtos que valem realmente a pena comprar neste sistema. Outra história diferente é a dos blogs de culinária, apoiados por um lado e temidos por outro. Existe ainda o estigma relativamente ao anonimato por detrás de um blog, pois pode ser algo muito perigoso. Mas por outro lado, também pode estar a abrir uma porta (virtual) para algo muito saboroso.

Aproveite bem: Este ano a moda passa por comprar alimentos através da Internet e não tenha dúvidas: futuramente será a forma mais comum de encher o seu frigorífico. Além de vantagens óbvias (comodidade, poupança de tempo…), também evita a compra dos “caprichos” mais comuns quando vai ao supermercado e que arruínam qualquer dieta e o deixam de bolsos mais vazios, tais como chocolates, compotas, batatas fritas, amêndoas…

Hortas urbanas

Como resposta ao receio dos elementos químicos de muitos alimentos, o consumo caseiro e a valorização do trabalho manual é um factor crescente entre nós. Os terraços das casas e até algumas varandas, por exemplo, deixaram de ter flores para ter plantações de tomate. A vantagem de se criar verduras em terraços é que é muito fácil de fazer. Depois é quase uma questão de boca a boca. Se um amigo for a sua casa e provar a qualidade dos legumes que plantou em casa, vai querer fazer o mesmo. Está-se a recuperar muito o gosto pelo cultivo como forma de apreciar mais qualidade e poupar dinheiro. Tudo isto faz também proliferar as chamadas hortas urbanas, que são espaços dentro das cidades que se alugam ao metro quadrado para que possa ter a sua própria horta. Geralmente, têm pessoas disponíveis para o ajudar na aprendizagem do cultivo.

Aproveite bem: Se gostava de ter a sua própria horta urbana, saiba que há já muitas alternativas. E não temos dúvidas que esta é uma área de negócio que irá crescer nos próximos anos. Para começar, basta ter uma mesa de instrumentos de cultivo (arranja-se em 20 minutos), um sistema de rega (para regar regularmente) e um substrato especial (um composto sem componentes químicos).

 

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