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Dengue

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A dengue é uma doença causada pelo vírus da dengue, um arbovírus da família flaviviridae. Pode apresentar 4 tipos imunológicos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4 em que a infeção desencadeada por um deles, confere imunidade para esse tipo.

O homem e os primatas são hospedeiros do vírus. No homem há manifestação clínica e período de virémia de aproximadamente 7 dias enquanto nos primatas a viremia é baixa e de curta duração.

Modo de transmissão

A transmissão é feita através da picadela da fêmea contaminada do mosquito aedes aegypti. São típicos de regiões urbanas de clima tropical e subtropical uma vez que necessitam de clima quente e húmido para sobreviverem.

A transmissão é feita apenas pela fêmea infetada, uma vez que o macho se alimenta de frutas ou outros vegetais adocicados e a fêmea de sangue, principalmente humano.

A picada é indolor devido a uma substância anestésica segregada pela fêmea, e é ao sugar o sangue que a fêmea contaminada transmite o vírus da dengue ao Homem.

O ruído deste mosquito não é audível pelo homem. A picadela é feita essencialmente na zona dos pés, tornozelos e pernas devido ao mosquito voar a uma altura máxima de meio metro do solo.

Um único mosquito tem em média 45 dias de vida e pode contaminar até 300 pessoas.

Não há transmissão por contato direto pelas pessoas, objetos pessoais, secreções, fontes de água ou alimento. Se a doença não for tratada pode provocar a morte.

O mosquito é predominante em várias regiões da África e América do Sul.

Epidemiologia

Esta doença tem um grande impacto negativo na população humana a nível pessoal e económico, porque pode provocar a morte, ser necessário internamentos hospitalares, absentismo no trabalho, controle de vetores (vírus desencadeantes da doença) e diminuição do turismo.

O ressurgimento da doença pode ser atribuído a vários fatores como:

- Ausência ou ineficácia de medidas de controlo dos vetores da dengue, nos países onde a doença é endémica;

- Aumento da população humana leva a que as zonas habitacionais periféricas fiquem mais perto de zonas florestais;

- Infraestruturas sanitárias deficientes o que permite o aumento da densidade da população vetora;

- O intercâmbio de pessoas e serviços permite a dispersão dos vetores e dos agentes infeciosos.

Como não existem formas de erradicar totalmente o mosquito transmissor, a única estratégia de combater a doença é eliminar os locais onde a fêmea se reproduz, principalmente na fase larvar do inseto ao evitar a acumulação de água em possíveis locais de desova dos mosquitos. Quanto à prevenção individual da doença, aconselha-se o uso de janelas com rede, além do uso de repelentes.

É importante tratar de todos os lugares onde se encontram as fases imaturas do inseto, a água. O mosquito da dengue coloca os ovos em lugares com água parada e limpa. Embora na fase larval os insetos estejam na água, os ovos são depositados pela mãe na parede dos recipientes e eclodem com a subida do nível da água.

Assim é importante tomar medidas individuais como:

- Não deixar a água se acumular em recipientes como copos, vasos, pneus, lajes, latas, pneus, bebedouros dos animais, etc.;

 - Manter fechadas, vedadas e limpas as caixas de água, poços e cisternas;

 - Não cultivar plantas em vasos com água, usar terra ou areia nestes casos;

 - Tratar as piscinas com a medida correta de cloro e fazer a limpeza constante. O ideal é deixá-las cobertas ou vazias quando não for usada por um longo período;

 - Manter as calhas limpas e desentupidas;

- Colocar o saco do lixo bem fechado e manter o balde tapado;

 - Avisar as autoridades (delegado de saúde pública) caso exista uma situação com risco de proliferação da doença. 

O fator de maior preocupação é a diversidade genética dos quatro subtipos de vírus dengue, provavelmente ligada ao crescimento da população humana, poder aumentar no futuro. A alta variabilidade genética do vírus pode estar relacionada com o surgimento de casos graves da doença, a populações virais geneticamente diferentes.

Período de incubação, sinais e sintomas

O período de incubação pode ir de 3 a 15 dias após a picada e dissemina-se pelo sangue (virémia).

Pode-se manifestar na forma clássica ou hemorrágica.

Na dengue clássica os sintomas iniciais são inespecíficos como hipertermia (febre alta normalmente entre 38° e 40 °C) de início abrupto, mal-estar geral, anorexia (pouco apetite), cefaleias, dores musculares e na parte posterior dos olhos. São raras as complicações, podendo surgir pequenas hemorragias (sangramento) pelas gengivas (gengivorragias) e nariz (epistaxis).

As pessoas que são infetadas pela segunda vez, a doença manifesta-se de forma mais grave – dengue hemorrágico. Inicialmente os sintomas são semelhantes aos da dengue clássica. A partir do 5º dia pode surgir hemorragia interna em alguns órgãos para a cavidade abdominal e a pessoa entrar em choque hipovolémico (pela saída de grande quantidade de sangue do sistema circulatório).

Na dengue hemorrágica também pode ocorrer tonturas, náuseas, vómitos persistentes, dificuldade respiratória, agitação ou letargia, fortes dores abdominais e retorragias (presença de sangue nas fezes).

Diagnóstico

O diagnóstico é feito clinicamente e por meio de exames laboratoriais (por isolamento viral através de inoculação de soro sanguíneo em culturas celulares ou por sorologia, essencial para saber se o paciente é portador do vírus da dengue).

As pessoas em áreas endémicas que apresentam sintomas como febre alta devem consultar um médico.

Tratamento

Na dengue clássica, o tratamento é dirigido aos sintomas que a pessoa apresentar, nomeadamente medicação para as dores e febre (analgésicos e antipiréticos). No entanto é recomendado o repouso, alimentação rica em frutas e legumes e grande ingestão de líquidos para reidratar.

Devido a poder ocorrer hemorragia, estes doentes não podem ingerir medicamentos que contenham ácido acetilsalicílico porque potencia o seu surgimento.

A dengue hemorrágica deve ter acompanhamento médico e de enfermagem permanente devido a poderem ocorrer complicações como a hemorragia, choque e desidratação, que necessitam de intervenção médica imediata. Para hidratar pode ser necessário a administração de soro diretamente na veia e na hemorragia administrar sangue. Ambos permitem aumentar a volémia e reduzir o risco de choque hipovolémico. Os doentes devem estar monitorizados de forma a permitir a visualização de alguns parâmetros vitais como a temperatura e pressão arterial que estão alterados nos casos mais graves.

 

Neste momento ainda não há vacinas preventivas da dengue.

 

Referencias: Site da Dengue

 

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image , concluiu Curso Superior de Enfermagem em 1996 e a Licenciatura em Enfermagem em 2001. Fez em 2003 o Curso Inicial de Formadores e renovou em 2008. Editora do Conhecer Saúde.
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