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Hipoglicemia: Como Prevenir?

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A hipoglicemia, no verdadeiro sentido da palavra, tem como significado baixo (hipo) teor de glicose no sangue (glicemia).

A manutenção de uma glicemia normal é fundamental para o bom funcionamento do corpo e, principalmente, das células, sobretudo as células cerebrais. Estas são células que se “alimentam” de glicose de modo a poder desempenhar as suas funções, bem como adquirir energia para tal. Contudo, em alguns casos, quando o teor de glicose nas células do sistema nervoso é muito baixo, vários sintomas se podem desenvolver, nomeadamente: um aumento da transpiração, tremores, fome, dores de cabeça e/ou irritabilidade.

Como se pode diagnosticar uma hipoglicemia?

Uma hipoglicemia pode ser diagnosticada através da avaliação dos níveis de glicose no sangue. Deste modo, estamos perante de uma hipoglicemia se três características estiverem presentes, são elas:

 

1-   Nível de glicose sanguíneo ou plasmático baixos;

2-   Apresentação de sintomas de hipoglicemia associados a um nível de glicose no sangue baixo;

3-   Melhoria dos sintomas através da normalização do teor de glicose no sangue.

Só existe um tipo de hipoglicemia?

Não. A hipoglicemia pode ter duas classificações. Uma delas é a hipoglicemia pós-prandial. Esta acontece quando os níveis de glicose sanguínea são inferiores aos limites normais, em 2 a 5 horas após a refeição. Neste caso, há uma absorção rapidamente “anormal” de glicose (derivada do alimento) pelo organismo, muitas vezes, como causa a uma resposta exagerada à insulina. O outro tipo de hipoglicemia é a hipoglicemia em jejum. Esta pode ocorrer após um longo período de tempo em jejum (entre 8 ou mais horas), onde a não ingestão de alimentos faz com que o organismo tenha uma carência em termos de glicose.

Como prevenir uma hipoglicemia?

A melhor forma de se prevenir uma hipoglicemia é a distribuição dos dia alimentar em várias refeições. Ou seja, é importante realizar uma alimentação com 3 grandes refeições e 2 a 3 refeições pequenas entre estas até à hora de dormir, perfazendo um total de 5 a 6 refeições diárias. Deste modo, a glicose encontra-se mais estabilizada, assim como a própria produção de insulina.

Em caso de estarmos perante uma situação de diabetes é fundamental dividir os alimentos ricos em hidratos de carbono pelas diferentes refeições. Sendo assim poderá consumir 2 a 4 porções de alimentos ricos em hidratos de carbono nas grandes refeições e 1 a 2 porções nos pequenos lanches. Apesar do efeito que os hidratos de carbono têm na glicemia, os mesmos não deverão ser eliminados da sua alimentação. Ao fazer isso, o seu corpo irá perder a capacidade autónoma de manipular e digerir este nutrimento.

Evite alimentos muito ricos em hidratos de carbono simples como o açúcar, bem como ricos em gorduras (sobretudo saturadas), bebidas alcoólicas e cafeína. 

 

Ana Vaz – Nutricionista

Biografia da colaboradora (ver aqui)

Consultas de Nutrição e Consultoria Nutricional

e-mail: anasantosvaznutricionista@gmail.com

Site: http://www.anavaz-nutricionista.blogspot.com/

Facebook: https://www.facebook.com/pages/Ana-Vaz-Nutricionista/

Twitter: https://twitter.com/#!/AnaVazNutri

 

Referencias: L. Kathleen Mahan MS RD CDE, Sylvia Escott-Stump MA RD LDN. Krause’s Food & Nutrition Therapy. Saunders; 12 edition (June 15, 2008). ISBN-13: 978-1416067122

 

 

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Info do(a) Autor(a)
image Nutricionista formada pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, em Ciências da Nutrição, no ano de 2009. Licenciatura em Ciências da Nutrição pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto. Curso de formação em Nutrição Artificial pelo Centro Hospitalar do Porto - Hospital de Santo António. Curso de formação em Medicina Preventiva em Cuidados de Saúde Primários: Apoio Integrado a Idosos pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.
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