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Alterações das plaquetas

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As plaquetas ou trombócitos são células produzidas na medula óssea. Circulam no sangue e são responsáveis pelo processo de coagulação do sangue, pela sua capacidade de criar coágulos sanguíneos impedindo a saída de sangue dos vasos lesionados.

Origem
As plaquetas são formadas na medula óssea, pelas células megacariócitos. A fragmentação do citoplasma destas células origina as plaquetas. A produção é estimulada pelo hormônio glicoproteico – trombopoietina, originada no fígado.

Tempo de vida
O tempo médio de vida das plaquetas é de 3 a 5 dias. O baço é o responsável pela sua captação e destruição.  
O baço também pode interferir com o número de plaquetas. Se este não retirar eficazmente as plaquetas, vai haver aumento do número em circulação. O mesmo ocorre em pessoas que tiveram de retirar o baço – esplenectomia.
Também pode ocorrer o contrário, o aumento da actividade do baço – hiperesplenismo, o que leva à diminuição das plaquetas.

Função
As plaquetas desempenham uma função muito importante no nosso organismo. Participam no mecanismo que é activado sempre que é necessário parar uma hemorragia.
Após um corte parar de sangrar, vê-se um líquido transparente (colagénio) a impedir a saída de mais sangue. O colagénio ao entrar em contacto com as plaquetas, estimula-as. Ao serem estimuladas, unem-se umas às outras à volta do tecido onde ocorreu o corte, formando um trombo ou coágulo.

Alteração do número de plaquetas
As pessoas saudáveis, têm em média 150.000 a 400.000 plaquetas por mm³.
Podem surgir equimoses (sangue pisado) em qualquer parte do corpo, se o número de plaquetas for inferior a esta média - trombocitopenia. Pessoas com estes valores, fazem equimoses apenas ao bater em superfícies, sem fazer grande pressão. Valores inferiores a 30 000 têm grande probabilidade de sangrar e dificuldade em parar a hemorragia. Abaixo dos 10 000 pode ocorrer hemorragia grave, sem traumatismo.
Algumas doenças e medicamentos podem originar trombocitopenia:
- Aplasia medular (a medula desempenha mal as suas funções).
- Cancro na medula.
- Trombocitopatias genéticas.
- Púrpura trombótica trombocitopenica e púrpura idiopática.
- Aumento da actividade do baço - este retira maiores quantidades de plaquetas da circulação.
- Alcoolismo.
- Alguns medicamentos.
Algumas grávidas, pessoas que fazem tratamento de quimioterapia e doentes com síndrome urémico hemolítico (têm lesão renal e anemia hemolítica) também podem ter redução das plaquetas.
Em geral, o número reduzido em circulação pode dever-se à sua baixa produção pela medula, aumento do sequestro pelo baço ou aumento da necessidade de plaquetas.
Valores superiores ao normal – trombocitose, favorecem a formação de coágulos. Aumenta o risco de trombose porque os coágulos podem impedir a passagem parcial ou total do sangue numa veia ou artéria.
A trombocitose pode ocorrer em doentes que retiraram o baço, com baixos níveis de ferro (anemia ferropriva) e que sofreram um traumatismo.
As alterações da coagulação também podem ocorrer em pessoas com os valores normais. Nestes casos, as plaquetas não desempenham correctamente a sua função. Pode ocorrer na doença de von Willebrand (doença hemorrágica hereditária), síndrome de Scott (doença rara onde as plaquetas não se conseguem unir à membrana das células), trombastenia de Glanzmann (as plaquetas têm dificuldade em se unir entre si), síndrome de Bernard-Soulier (há trombocitopenia e as plaquetas são gigantes)
As pessoas com alterações da coagulação, devem informar o médico sempre que necessitarem de algum tratamento, principalmente se forem fazer uma cirurgia, tratamento dentário, levar uma injecção ou vacina. Em alguns casos pode ser necessário administrar plaquetas ou outro medicamento antes da intervenção.
As plaquetas administradas são retiradas do sangue, colhido dos dadores de sangue. O tempo de vida das plaquetas é de aproximadamente 5 dias.

Sinais e sintomas
O principal sinal da diminuição de plaquetas é a hemorragia ou a equimose na pele. Também pode surgir na pele pontinhos vermelhos.

Diagnóstico
O diagnóstico é feito com análises ao sangue. Na amostra de sangue, também se pode ver ao microscópio o tamanho das plaquetas. Pode ser realizada uma ecografia ao baço para confirmar o aumento do seu tamanho, após a palpação deste.
O médico pode considerar necessário realizar um medulograma - exame feito ás células da medula óssea, para avaliar se a produção de sangue é normal, qual o aspecto das células e se há presença de células malignas.
É necessário investigar a origem da alteração das plaquetas ou do seu número, para se poder intervir.

Tratamento
O tratamento depende muito da causa. Os doentes com valores bastante baixos podem necessitar de ficar internados para receberem tratamento, como transfusões de plaquetas. Devem ficar deitados para evitar traumatismos.

Se a alteração do número de plaquetas é devida a um medicamento, se possível, este é alterado ou interrompido.

Na púrpura trombocitopénica idiopática, há diminuição das plaquetas. A causa não é conhecida mas, julga-se ser uma doença auto-imune, ou seja, o próprio organismo ataca as plaquetas, destruindo-as a um ritmo superior ao da produção pela medula óssea. Nesta situação pode ser necessário administrar corticoides ou medicamentos que inibam o sistema imunitário.
Pode ser necessário retirar o baço (esplenectomia) caso as atitudes terapêuticas anteriores não resultem.

As infecções virais também podem originar trombocitopenia. O vírus da SIDA desencadeia uma resposta do corpo à doença, mas os anticorpos ao protegerem o organismo também atacam as plaquetas. O tratamento é semelhante ao da púrpura trombocitopénica idiopática.

Na púrpura trombótica trombocitopenica há formação de coágulos pequenos de sangue. A formação de coágulos reduz o número de plaquetas e pode impedir a passagem parcial ou total do sangue numa veia ou artéria.

É necessário um tratamento feito com a ajuda de uma máquina – plasmaferese, ou transfusões de plasma. Pode ser necessário a administração de corticoides ou outro tipo de medicamento.

Estes doentes devem ter um controle mais apertado.

 

Referencias:Enfermagem Médico - Cirúrgica - Conceitos e Prática Clínica Segunda Edição em Português, Tradução da Quarta Edição em Inglês, Vol I, Vol II

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Camila Tizatto Zibetti on 08/03/2011 20:19:28
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Boa tarde, administrador (es), tudo bem? Nos chamamos Camila e Catieli, estamos inicinando um blog de artigos de saúde, com uma equipe multiprofissional (médica, biomédica, enfermeira, psicóloga, educadora física, fisioterapeuta, acupunturista, nutricionista e dentista). Trata-se de uma trabalho sério, na qual nos baseamos somente em conhecimentos científicos e éticos. Gostaríamos de propor uma parceria, pois gostamos muito do blog de vocês e estamos em busca de divulgar o nosso trabalho. Poderíamos divulgar a página de voçês em nossa págnia inicial e voçês divulgariam o nosso. Vamos fechar essa parceria? Abraços, Equipe Ciclo Vittal!
www.ciclovittal.com
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René Bueno on 29/04/2011 14:43:54
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A respeito da reportagem do PTI está bem claro e qual é possibilidade de fazer transferencia de medula ossea? è possivel curar esta doença?

No aguardo.

Grato
René
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Info do(a) Autor(a)
image , concluiu Curso Superior de Enfermagem em 1996 e a Licenciatura em Enfermagem em 2001. Fez em 2003 o Curso Inicial de Formadores e renovou em 2008. Editora do Conhecer Saúde.
Health On the Net Foundation


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