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Cancro do pulmão

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Os pulmões são dois órgãos de consistência esponjosa medindo aproximadamente 25 cm de comprimento, responsáveis pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue. Trocas de oxigénio na inspiração pelo dióxido de carbono na expiração. Os pulmões são compostos por brônquios que se dividem em bronquíolos e alvéolos pulmonares.

As pessoas que fumam têm maior risco de cancro de pulmão, e aumenta com o tempo e o número de cigarros fumados. Quando se para de fumar, mesmo após ter fumado muitos anos, há redução significativa da probabilidade de desenvolvimento do cancro de pulmão.

Origem

Fumar provoca a maioria dos cancros do pulmão, tanto em fumadores como em pessoas expostas ao fumo passivo. Este cancro também ocorre em pessoas que nunca fumaram e que nunca tiveram exposição prolongada ao fumo passivo. Nestes casos, pode não haver causa específica, pode ser apenas devido a uma deficiente divisão das células, originando células malignas (cancerígenas).

O fumo do tabaco danifica as células que revestem os pulmões. O fumo do cigarro possui substâncias causadoras de cancro (cancerígenas) que desencadeia alterações no tecido pulmonar. No início o organismo pode ter capacidade para reparar o tecido danificado, mas a cada exposição repetida, células normais ficam cada vez mais alteradas. Ao longo do tempo, as lesões nas células podem desenvolver cancro.

Sintomas

Geralmente, este cancro não manifesta sinais nem sintomas nos primeiros estágios, ou seja, no início do desenvolvimento das células malignas. Os sintomas sentem-se normalmente quando a doença está avançada.

Sinais e sintomas do cancro de pulmão podem incluir:

- Tosse persistente, pode ficar crónica ou tosse de "fumador"

- Presença de sangue quando tosse

- Dor no peito

- Falta de ar

- Perca de peso sem dieta e exercício

- Rouquidão

- Chiado quando respira

- Dor nos ossos do peito

- Dor de cabeça.

O médico pode ajudar a deixar de fumar, quando há vontade própria do fumador. Há medicamentos e consulta de aconselhamento para ajudar a combater os sintomas de privação da nicotina do tabaco.

Factores de risco

Existe um número elevado de factores que podem aumentar o risco deste cancro. Alguns factores de risco podem ser controlados, por exemplo parar de fumar, outros não, como o sexo.

Alguns factores de risco são:

- Tabagismo - fumar é o maior factor de risco para o cancro de pulmão, que aumenta com o número de cigarros que se fuma por dia e o número de anos que se fumou. Parar de fumar pode reduzir significativamente o risco de desenvolver cancro de pulmão.

- Exposição ao fumo passivo – as pessoas que não fumam, mas que estão expostas ao fumo, também têm risco aumentado de sofrer cancro de pulmão.

- Exposição ao gás radão (gás radioactivo que não tem cor, cheiro ou sabor). O radão é produzido pela degradação natural de urânio no solo, rocha ou água e misturar-se com o ar que se respira. Níveis elevados de radão podem acumular-se em qualquer edifício, incluindo casas. Só fazendo o teste do radão é que se pode determinar a presença e se os níveis são seguros.

- Exposição ao amianto e outros produtos químicos – locais de trabalho com amianto (por exemplo a forrar as paredes) e outras substâncias conhecidas como o arsénio, cromo, níquel e alcatrão pode causar cancro, principalmente em fumadores.

- Antecedentes familiares de cancro de pulmão - pessoas com um pai, irmão ou outro parente de primeiro grau com cancro de pulmão, têm um aumento do risco da doença.

- Uso excessivo de álcool - ingerir álcool em excesso pode aumentar o risco de cancro de pulmão.

Pessoas com algumas doenças pulmonares, como doença pulmonar obstrutiva crónica, podem ter um risco aumentado de cancro de pulmão.

Complicações

Falta de ar

Pessoas com cancro de pulmão podem sentir falta de ar se o cancro crescer e bloquear as vias respiratórias. Pode estimular a produção e acumulação de líquidos em torno dos pulmões, tornando mais difícil a sua expansão quando você inala.

Tossir sangue

O cancro pode causar sangramento nas vias respiratórias, que é expelido quando se tosse (hemoptise). Às vezes o sangramento pode tornar-se grave sendo os tratamentos dirigidos para controlar o sangramento.

Dor

Cancro de pulmão em estadio avançado, que se espalha para o revestimento do pulmão ou para outra área do corpo pode causar dor. O médico deve ser informado quando o doente sente dor, porque actualmente há muita medicação para a dor, inclusive a consulta da dor, não havendo justificação para o doente referir queixas. A dor pode ser inicialmente leve e intermitente, mas pode tornar-se constante.

Medicamentos, radioterapia e outros tratamentos podem ajudar a torná-la mais confortável.

Líquido no tórax (derrame pleural)

O cancro pode causar a acumulação de fluidos no espaço que rodeia os pulmões na cavidade torácica (espaço pleural). Acumulação de fluidos no peito pode causar falta de ar, podendo haver a necessidade de drenar o líquido.

Cancro que se espalha para outras partes do corpo

O cancro de pulmão espalha-se (metástase) frequentemente para outras partes do corpo - mais frequente para o pulmão oposto, cérebro, ossos, fígado e glândulas supra-renais.

Cancro que se espalha pode causar dor, náusea, dores de cabeça ou outros sinais e sintomas, dependendo do órgão afectado. Em alguns casos, os tratamentos estão disponíveis para combater a metástase. Mas, na maioria dos casos, o objectivo do tratamento quando há metástase é apenas aliviar os sinais e sintomas.

Morte

Infelizmente, as taxas de sobrevivência para as pessoas diagnosticadas com cancro de pulmão são muito baixas. Na maioria dos casos, a doença é fatal. As pessoas com diagnóstico e tratamento feito nas primeiras fases têm as maiores hipóteses de cura. O médico informa sobre os possíveis tratamentos e qual a taxa de sucesso nessa situação.

As pessoas com sinais e/ou sintomas de cancro, deve ir ao médico de família e este pode encaminhar para o especialista em cancro (oncologista), para o especialista em doenças pulmonares (pneumologista) ou para o cirurgião, após realizar exames.

Diagnóstico

Se o médico desconfiar de cancro, pode requisitar exames para procurar células cancerosas e excluir outras doenças. O médico pode considerar necessário outros exames como:

- Raio X dos pulmões para observar se há alguma massa anormal ou nódulo. A tomografia axial computadorizada (TAC) pode revelar pequenas lesões nos pulmões que não são detectadas no raio-X.

- Citologia da expectoração -  no microscópio do laboratório de análises pode observar-se a presença de células do cancro do pulmão na expectoração..

- Amostras de tecido (biópsia) – o médico pode colher uma amostra de células anormais no tecido ou liquido do pulmão. O médico também pode realizar a biópsia ao realizar o exame broncoscopia, na qual colhe material para análise enquanto examina áreas dos pulmões, utilizando um tubo com luz, que introduz pela boca até aos pulmões.

Após o cancro ser diagnosticado, o médico vai determinar a extensão, ou estadio deste, para depois determinar qual o tratamento adequado. O médico pode pedir outros exames para identificar locais de metástases, como a ressonância magnética e a cintilografia óssea.

Os estadios podem ser:

Estadio I – o cancro invadiu o tecido pulmonar subjacente, mas não se espalhou para os nódulos linfáticos.

Estadio II – células do cancro inicial estão presentes nos gânglios linfáticos vizinhos ou invadiram a parede torácica ou outras estruturas próximas.

Estadio III -  células do cancro inicial estão presentes em órgãos locais, como o coração, vasos sanguíneos, traqueia e esófago - tudo dentro do peito - ou para os gânglios linfáticos na região da clavícula ou para o tecido que envolve os pulmões dentro da caixa torácica (pleura).

Estadio IV - células do cancro inicial estão presentes em outras partes do corpo, tais como o fígado, ossos ou cérebro.

Tratamento

O médico e o doente escolhem o tipo de tratamento, conforme o estadio do cancro, a saúde do doente e a preferência deste. As opções geralmente incluem um ou mais tratamentos, incluindo cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou quimioterapia alvo.

Em alguns casos, o doente pode optar por não se submeter ao tratamento, porque por exemplo, os efeitos secundários do tratamento superam os potenciais benefícios. Quando for este o caso, o médico pode sugerir cuidados de conforto (paliativos) para tratar apenas os sintomas, como a dor.

Durante a cirurgia o médico remove o cancro de pulmão e uma margem de tecido saudável, para reduzir a hipótese de ficar alguma célula maligna. A cirurgia do pulmão comporta riscos, incluindo hemorragia, infecção e falta de ar.

A quimioterapia utiliza drogas para matar células cancerosas. Uma ou mais drogas da quimioterapia pode ser administrada através de uma veia do braço (intravenosa) ou tomado por via oral (comprimidos). A combinação de drogas geralmente é dado em uma série de tratamentos ao longo de um período de semanas ou meses, com intervalos entre eles para o organismo poder recuperar.

A quimioterapia pode ser usada como um tratamento de primeira linha ou como tratamento adicional após a cirurgia. Em alguns casos, a quimioterapia pode ser usada para diminuir efeitos colaterais do cancro.

A terapia de radiação (radioterapia) de alta potência utiliza feixes de energia, como raios-X, para matar as células cancerosas. A radioterapia pode ser direccionada para o cancro da parte de fora corpo (radiação externa) ou colocado dentro de corpo perto do cancro (braquiterapia) através de agulhas.

A radioterapia pode ser usado sozinha ou com outros tratamentos de cancro. Às vezes, é administrada ao mesmo tempo que a quimioterapia.

O médico deve ser informado se o doente sentir falta de ar ou se os sintomas se agravam.

 

Referencias: Enciclopédia Médica da Família - Editora: Livraria Civilização Editora

Diagnóstico e Terapêutica em Medicina Interna - Otto Miller

 

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Faça o seu comentário

forever brasil on 09/03/2010 12:16:46
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Foi muito esclarecedor, pois o meu irmão está com pneumonia bacteriana comunitária e não sabemos como originou, dizem que não é a influenza A, estamos achando que é infecção hospitar ou intoxicação por produto de cabelo(progressiva).
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ANDREA PEREIRA DA SILVA on 21/04/2010 01:07:11
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Estive internada no hospital santa casa de porto alegre/rs, com AVC 1 declarada, me liberam pr tratamento em casa, sob varfarina sódica 5mg, sinvastatina e 3 ass. Acontece que estou sentindo muita falta de ar. Gostaria de saber se é normal?
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Maria Oliveira on 22/04/2010 22:32:52
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Deve consultar o médico para pesquisar a origem da falta de ar ou como tratar o agravamento da falta de ar. Está a fazer a pergunta no artigo de cancro do pulmão, pelo que não sabemos se tem esse cancro. Se tiver, procure o médico de imediato para fazer medicação e ou exames.
Temos um artigo sobre AVC, para o ver escreva acidente vascular cerebral na parte superior direita da página, no espaço ao lado da palavra pesquisar.
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Info do(a) Autor(a)
image , concluiu Curso Superior de Enfermagem em 1996 e a Licenciatura em Enfermagem em 2001. Fez em 2003 o Curso Inicial de Formadores e renovou em 2008. Editora do Conhecer Saúde.
Health On the Net Foundation


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