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Cancro da mama



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O cancro da mama é devido ao crescimento anormal das células das mamas. É um cancro muito frequente, surgindo mais nas mulheres do que nos homens e os sinais, sintomas, diagnóstico e tratamento é igual em ambos os sexos.

No cancro maligno, as células invadem outras saudáveis e criam metástases (raízes). Se entrarem na corrente sanguínea podem criar novo cancro nessa ou em outra zona, mas com células do cancro inicial.

No cancro benigno, as células têm um crescimento bastante lento, não ultrapassando determinados tamanhos. Não se conseguem espalhar para outras partes do corpo.

Os nódulos que as mulheres detectam são geralmente cancros benignos. No cancro maligno sente-se uma massa dura e irregular, diferente do resto da mama. Por vezes, a textura da pele fica parecida à casca de uma laranja.

Este tipo de cancro deve ser diagnosticado e tratado rapidamente, porque cresce muito rápido e sem sintomas. Se for detectado na fase inicial, o prognóstico é mais favorável e o tratamento menos agressivo. Numa fase avançada pode ser necessário retirar a mama e os gânglios debaixo do braço, e após a cirurgia fazer tratamento de radioterapia e quimioterapia.

Prevenção

O auto-exame mensal após a menstruação, é bastante eficaz porque permite detectar pequenas alterações numa fase inicial e curável da doença.

- À frente do espelho, ponha o braço atrás do pescoço e observe a mama para ver alguma alteração da cor ou consistência da pele, alteração de um sinal ou mudança na forma das mamas. Após cada exercício abaixo descrito deve verificar se há alguma destas alterações.

- Levante e baixe um braço de cada vez . Ponha as mãos na cabeça, uma por cima da outra e puxe os braços para a frente.

- Ponha as mãos nas ancas e faça força para a frente.

- Incline-se um pouco para a frente para ver se as mamas doem.

Se vir ou sentir alguma alteração, deve ir ao médico para confirmar o auto-exame.

O médico ginecologista faz este exame nas consultas de rotina e se houver alterações encaminha para especialistas para realização de outros exames.

A partir dos 40 anos as mulheres devem fazer mamografia (exame radiológico à mama) para detectar microcalcificações e tumores não detectáveis à palpação. Também devem participar em programas de rastreio.

Sinais e sintomas

Deve procurar um médico sempre que vir ou apalpar alguma coisa diferente na mama, como por exemplo:

- Alteração na forma ou tamanho da mama,

- Apalpar um nódulo na mama ou debaixo do braço (axila),

- Mudança de cor, estrutura ou sensibilidade na pele da mama e mamilo,

- Saída de líquido pelo mamilo.

Diagnóstico

O médico reúne informações da doente sobre sinais, sintomas, medicação que toma e antecedentes familiares. De seguida fará a palpação da mama para detectar o nódulo e verificar a consistência e tamanho.

Para obter informações mais precisas sobre a extensão e fase da doença, o médico pode pedir vários exames:

- Mamografia: feito num aparelho específico de RX para as mamas. Nele o médico consegue determinar o tamanho, local e características do nódulo.

- Ecografia mamária: mostra uma informação mais detalhada. O médico consegue determinar o conteúdo do nódulo, ou seja, se o interior é sólido ou contém liquido (quisto).

- Citologia aspirativa ou biopsia: o médico aspira uma pequena quantidade do interior do nódulo e envia para um laboratório de anatomia patológica, que determina se é um tumor benigno, maligno ou um quisto.

- Se na biopsia for diagnosticado cancro da mama, o médico pode pedir para se realizar, no tecido extraído, um teste aos receptores hormonais para decidir se inclui no tratamento um medicamento para contrariar a acção das hormonas que estimulam o crescimento do cancro.

- O médico pode pedir análises ao sangue, TAC, cintilograma ósseo, ou outros exames, para saber se o tumor se espalhou para outro órgão.

Tratamento

O médico especialista (oncologista) é que vai decidir qual o tratamento mais indicado para cada tipo de cancro e se será necessário combinar mais do que um. A decisão depende da fase em que se encontra a doença, tipo de tumor e estado de saúde do doente.

O cancro benigno precisa apenas de vigilância apertada da mulher, através da observação e palpação da mama para detectar alguma alteração e consultas médicas periódicas.

O cancro ou tumor maligno, é geralmente removido por cirurgia conservadora ou radical. Na conservadora é retirado parte da mama e na radical é tirada toda a mama (mastectomia) e por vezes os gânglios linfáticos próximos como medida preventiva. Os gânglios são retirados porque são o veículo de transporte das células cancerígenas.

Se o médico optar por retirar parte da mama (quadrantectomia), a doente faz radioterapia antes e depois da cirurgia. Antes para diminuir o tamanho do cancro e depois para evitar que surjam novas células de tumor.

O médico pode indicar tratamento com quimioterapia, onde são usados medicamentos bastante fortes para destruir o cancro. Podem ser comprimidos, injecções nos músculos ou nas veias.

O tratamento com hormonas impede o crescimento das células malignas ao cortar o efeito da hormona que estimula o crescimento do tumor.

A mama é um órgão que transmite o poder da maternidade e feminilidade nas mulheres, pelo que após os tratamentos pode ser feita cirurgia plástica de reconstrução da mama através de pele e músculo do próprio corpo.

Pode ser necessário na recuperação o apoio de fisioterapia e psicologia.

 

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Comentários (4 publicados):

conceição pape on 04/04/2009 14:41:45
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este artigo tem incorrecções como, a quimioterapia é induzida através de comprimidos fase posterior, e sobretudo dada via endovenosa e nunca muscular.
O esvaziamento ganglionar é feito sempre nos casos malignos, nos vários tipos de tumor
A radioterapia é feita anticipadamente se o tumor tem dimensões grandes, porque a remoção do tumor implica sempre remoção com margem de segurança.
Quando se refere a tratamentos com hormonas no pós operatório refere-se a qual?
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Admin on 04/04/2009 19:36:46
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O Conhecer Saúde agradece o seu comentário. Talvez esteja mal informada, mas é para isso que o Conhecer Saúde existe.
Existem várias formas de administrar a quimioterapia, e a intramuscular é uma delas.
O esvaziamento ganglionar depende de vários factores como a localização do tumor na mama, a fase da doença e principalmente do cirurgião.
Na parte do tratamento foi referido a quimioterapia antes da cirurgia. Muitas vezes não depende só do tamanho do tumor. Mas, uma vez mais é de decisão médica.
Não foi feito referência ao tratamento com hormonas no pós-operatório, mas sim como uma forma de tratamento.
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carla filipa gonçalvs on 22/11/2009 12:03:25
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gostaria de saber se ao diagnosticar nodulos benignos na mana estes podem evoluir para malignos?
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Maria Oliveira on 02/12/2009 23:14:35
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Os nódulos devem ter uma vigilância porque podem evoluir para maligno.
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Info do Autor
image Maria Oliveira , concluiu Curso Superior de Enfermagem em 1996 e a Licenciatura em Enfermagem em 2001. Fez em 2003 o Curso Inicial de Formadores e renovou em 2008. Editora do Conhecer Saúde.