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Cancro do Colo do Útero

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image O útero está localizado entre a bexiga e o recto.

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Os ovários, trompas de falópio e útero constituem o sistema reprodutor feminino.

O útero está localizado entre a bexiga e o recto, é oco, com a forma de uma pêra, apropriada para o crescimento de bebes. Pode ser dividido em três partes: a parte inferior mais estreita que o liga á vagina é o colo ou cérvix, no meio vai alargando é o corpo e a parte superior arredondada é o fundo. As trompas estão ligadas ao fundo e a estas os ovários.

Tem uma camada de tecido interna chamada de endométrio e uma camada muscular externa o miométrio. A camada interna fica mais espessa todos os meses para preparar o útero para uma possível gravidez. Caso não aconteça, a camada mais espessa ao saír pela vagina provoca sangramento que é a menstruação.

O cancro ou tumor do útero é maligno e é mais frequente no colo do útero e endométrio. Atinge mulheres com mais de 50 anos, principalmente se tiverem hiperplasia endometrial.

 

Origem / Factores de risco

Não é conhecida a causa do cancro do útero, mas os factores de risco aumentam a probabilidade de uma mulher desenvolver este cancro.

O cancro do endométrio é dos mais frequentes do sistema reprodutor feminino. Há maior probabilidade de surgir em mulheres com excesso de estrogénio, baixos níveis de progesterona e obesas.

Alguns estrogéneos são produzidos pelo tecido adiposo (gordo) pelo que as obesas têm maior quantidade de estrogéneos no organismo do que as magras.

Mulheres com hipertensão arterial e diabéticas também têm maior risco de desenvolver cancro.

O cancro do colo é mais frequente em mulheres virgens ou com poucos filhos e menos frequente nas que tomam pílula.

A medicação que substitui a menstruação tem estrogéneos melhorando os sintomas da menopausa e ajudam a prevenir a osteoporose (ossos fracos) e problemas cardíacos.

Os exames regulares no ginecologista permitem detectar o cancro numa fase inicial aumentando a percentagem da cura.

As pessoas brancas têm maior taxa de cancro do útero do que os de raça negra.

Se houver antecedentes de familiares com a doença aumenta a probabilidade de sofrer cancro.

 

Sinais e sintomas

Em mulheres jovens pode surgir menorreia (menstruação muito abundante) ou hemorragia (sangramento) no espaço de tempo entre duas menstruações.

Em mulheres após a menopausa pode ser sinal o corrimento vaginal de sangue.

Pode haver outros problemas de saúde a provocar as hemorragias, sem ser o cancro.

 

Diagnóstico

O exame que permite um diagnóstico é feito pelo ginecologista. Este faz um exame que consiste em introduzir um cotonete grande pela vagina até à parede interna do útero para retirar uma amostra (exame papanicolau). Pode também retirar uma quantidade muito pequena do revestimento do útero (biópsia) e enviar para os laboratórios de anatomia patológica.

Pode também ser feita ecografia para determinar a presença e tamanho do cancro. As análises ao sangue também permitem obter algumas informações sobre a doença e despistar outras.

 

Tratamento

Se o tumor estiver numa fase inicial o tratamento passa pela cirurgia retirando o útero (histerectomia parcial) ou histerectomia total se houver necessidade de retirar útero, trompas de falópio e ovários. De acordo com o cirurgião e o tamanho do cancro, o doente pode ser aconselhado a retirar também, como medida preventiva, os gânglios linfáticos da pelve e abdómen.

Se houver suspeitas ou verificar que o cancro está espalhado (metástases ou raízes) o cirurgião encaminha o doente para o médico de oncologia, que poderá indicar a necessidade de fazer tratamentos de radioterapia e depois quimioterapia.

Durante os tratamentos são realizados exames para verificar a sua eficácia ou se é necessário mudar de tratamento.

 

Prognóstico

O prognóstico depende do estado em que se encontra o tumor quando é diagnosticado. Cerca de 80% dos casos encontrados numa fase inicial têm cura, pelo que as consultas anuais, principalmente após os 40 anos, são fundamentais para detectar cedo a doença.

Existem tumores benignos (não evoluem para cancro) como os fibromiomas, endometriose e hiperplasia endometrial.

Os fibromiomas crescem no músculo do útero e aparecem por volta dos 40 anos. Após a menopausa podem diminuir ou até desaparecer. Não costumam provocar sintomas e só é necessário retirá-los numa cirurgia se causarem hemorragias abundantes ou dor ao empurrarem outros órgãos se crescerem. 

A endometriose surge mais cedo, a partir dos 30 anos e com maior frequência nas mulheres que nunca engravidaram. Nesta doença o tecido do endométrio cresce de forma anormal, para fora do útero. Pode provocar menstruações mais dolorosas, maior hemorragia e incapacidade para engravidar. O tratamento é feito com hormonas ou cirurgia.

Na hiperplasia endometrial há aumento da quantidade de células que revestem o útero e pode evoluir para cancro. Surge após os 40 anos e nesta doença as menstruações são muito longas, aparecem hemorragias entre os períodos menstruais, mesmo após a menopausa. O médico pode aconselhar histerectomia parcial, tratamento com hormonas e acompanhamento regular, como forma de evitar que evolua para cancro.

 

Referencias: Enciclopédia Familiar da Saúde - Editora: Ediclube,

http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/cervicalcancer.html

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Faça o seu comentário

Alecsandra De Paula on 20/05/2009 19:23:53
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adoro os orgãos femininos acho super iteresante
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morena on 21/11/2009 22:00:24
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eu fiz hesterectomia já faz 7 anos mais fiquei mais doente ,eu queria saber se não tem transplante desses orgao
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morena on 21/11/2009 22:04:43
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se ouver auguma resposta por favor me responde eu estou precisando muito os profissional da saude descobril o transplante de outros orgao e porque não descobril de ovario trompa utero me responde por fovor
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Maria Oliveira on 03/12/2009 00:00:55
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Na pesquisa bibliográfica não verificamos haver transplante desses órgãos. Há medicação que substitui os efeitos desses órgãos e que a pode ajudar a ultrapassar essa fase. Fale com o seu médico.
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MIA on 17/12/2009 16:39:29
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Mas o que voce sente exactamente quando diz q se sente mais doente? É a nivel psicologico por se sentir histerectomizada ou fisico? Se for fisico tipo sintomas menopausa aconselhe-se com seu medico. Hj em dia existem terapias de substituiçao hormonal que dão bons resultados.
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Fátima Silva on 19/10/2010 19:55:37
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Parabens pelo artigo eu fui a pouco tempo contactada pelo meu medico e fiquei a saber que posso ter ou vir a ter cancro no colo do utero segundo o medico pode ate nao ser nadamas mesmo assim estou a sofrer e tenho muito medo de estar doente li este artigo e ja consegui exclarecer algumas das minhas duvidas so ainda nao consegui encontrar resposta para uma que e o ter cancro no colo do utero nao quer dizer que tenha que deixar de trabalhar ou uma pessoa com cancro tem que ficar de repouso mais uma vez parabens
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Maria Oliveira on 22/10/2010 20:32:25
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Fátima, uma pessoa com cancro pode trabalhar se sentir forças para o trabalho que faz. Os tratamentos estão cada vez melhorados, e pode não dar muitos efeitos secundários. Em geral, as pessoas ficam de atestado durante o tratamento, porque se sentem com menos força. Após a cura, fazem a sua vida normal.
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maria on 09/01/2012 19:26:16
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a cerca de 2 anos atás fiz o rastreio e deu infeção grau 2 fiz varios cerca de 4 tratamentos e num espaço de 18meses fiz três rastreios o ultimo foi em fevereiro de 2011 e o resultado deu negativo.a médica disse que agora só devo fazer novamente em 2013. ultimamente tenho tive comichão nas virilhas e na vagina mas não no interior só no exterior será que me devo preocupar?
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Maria Oliveira on 09/01/2012 21:30:46
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Maria, se a comichão não passar procure o seu médico. Pelo que descreve não deve ser a mesma situação.
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Info do(a) Autor(a)
image , concluiu Curso Superior de Enfermagem em 1996 e a Licenciatura em Enfermagem em 2001. Fez em 2003 o Curso Inicial de Formadores e renovou em 2008. Editora do Conhecer Saúde.
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