Insuficiência renal
Insuficiência renal é a incapacidade parcial ou total dos rins em desempenhar as suas funções.
Os rins desempenham funções muito importantes para o funcionamento do organismo. Eles funcionam como um filtro das substâncias tóxicas do organismo, expulsando na urina a ureia, ácido úrico, fósforo e hidrogénio e absorvendo a albumina, sódio, potássio e cálcio.
Eles também produzem hormônios como a eritropoietina que é responsável pela produção de glóbulos vermelhos, calcitriol que estimula a produção de vitamina D responsável pela absorção de cálcio nos intestinos. Sem esta vitamina o organismo retira o cálcio dos ossos ficando estes mais susceptíveis a fracturas. O sistema renina angiotensina aldosterona para aumentar a pressão arterial.
A insuficiência renal pode ser classificada em aguda ou crónica. Na aguda a insuficiência renal aparece em poucos dias e tem cura enquanto que na crónica a doença vai-se desenvolvendo e quando é detectada já é irreversível. Na segunda situação o doente tem que fazer hemodiálise (tratamento realizado pelo filtro de uma máquina ao sangue 3 vezes por semana no hospital), diálise peritoneal (tratamento feito em casa diariamente por uma máquina através de um cateter colocado no abdómen) ou transplante do rim.
A insuficiência renal aguda pode ser classificada de:
- Pré renal provocada pelo baixo volume de sangue que chega ao rim;
- Pós renal surge porque há uma obstrução que impede a saída da urina;
- Renal se a doença está no próprio rim.
As principais doenças que podem provocar a insuficiência renal são:
- Glomerulonefrite crónica – devido à inflamação nos vasos sanguíneos do rim
- Pielonefrites crónicas – devido a infecções urinárias repetidas
- Rins poliquísticos – doença hereditária que destrói os rins devido ao aparecimento e crescimento de numerosos quistos
- Diabetes melitus – é uma das principais causas da insuficiência crónica. Em média, ao fim de 15 anos de diabetes, muitos doentes apresentam problemas renais, tensão arterial alta e presença de ureia e creatinina no sangue que em situações normais seriam libertadas pela urina.
- Hipertensão arterial – a pressão arterial elevada vai danificando os vasos sanguíneos de todo o corpo, incluindo os rins.
- Toxicidade medicamentosa – alguns medicamentos usados em excesso ou por períodos bastante longos lesam os rins.
Sinais e sintomas
Quando os sintomas surgem, geralmente os rins já perderam 50% das suas funções.
- Cansaço fácil devido à acumulação de substâncias tóxicas no sangue que deviam ter sido filtradas pelos rins se estivessem saudáveis
- Alteração da actividade mental
- Urina ligeiramente vermelha se a lesão for do rim. Pode ser de cor normal se a causa for uma obstrução
- Espasmos (movimentos não controláveis), fraqueza muscular
- Comichão na ponta dos braços e pernas devido à elevada presença de fósforo no sangue
- Edemas (inchaço) nos olhos e pés
- Perda de apetite, enjoos, vómitos e mau hálito na boca devido ás substâncias tóxicas
- Diminuição do volume de urina
Diagnóstico
As análises ao sangue e urina são suficientes para diagnosticar a insuficiência renal e determinar a gravidade. Nos resultados do sangue observa-se a presença de valores elevados de ureia e creatinina e reduzidos de cálcio e fósforo. O potássio se estiver elevado pode provocar também problemas cardíacos.
O médico pode querer estudar os rins. Para isso realiza ecografia ou TAC. Se suspeitar de uma obstrução pode ser realizada uma angiografia. A ressonância magnética pode ser usada no lugar da angiografia se houver suspeitas de efeitos secundários ao produto de contraste da angiografia. Por fim também pode ser feito uma biopsia.
O médico examina os rins para ver se estão aumentados ou doem quando o médico faz pressão. Pode também auscultar ruídos anormais nos rins.
Tratamento
Na insuficiência aguda as complicações podem ser muitas vezes tratadas com sucesso.
A dieta é fundamental para ajudar a controlar os líquidos, sal potássio e fósforo.
Se for pré renal o consumo de água ajuda a substituir o volume perdido pelo organismo. O doente deve beber apenas a dose recomendada pelo médico para não provocar sobrecarga no coração.
Na pós renal depois de se saber qual o local da obstrução, apenas há necessidade de desobstruir para a urina sair.
Na renal o tratamento consiste na prevenção da doença através do controle da hipertensão arterial, diabetes e evitar os medicamentos nefrotóxicos.
O doente pode precisar de fazer hemodiálise durante um período para ajudar os rins a iniciarem as suas funções.
Na insuficiência crónica o doente tem que recorrer a outros tratamentos para evitar estender a lesão a outros órgãos e controlar os sintomas. Inicialmente faz hemodiálise no hospital. Se o medico verificar, após análises e testes, que o peritoneu (membrana que envolve os intestinos) do doente é bom para fazer diálise peritoneal, este pode fazer o tratamento em casa enquanto dorme à noite.
Após diagnosticar a insuficiência renal crónica o doente é colocado na lista de doentes para fazerem transplante de rim. Apesar de termos 2 rins, o transplante é de apenas um.
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- ola fiz biopsia renal ha 2 meses e como complicacao da mesma deu hematoma perirenal e fistula arterio venosa sinto muitas dores e parece que o parund
- ajuda sobre menstruacao hoje eu fui no banheiro e fiz um xixi vermelho minha mae disse que era pra eu por um absorvente e esperar pois poderia acontecer de novo eu ja pu
- me chamo jose carlosacerca de sentir varias dores nas costas e pernas que nao me deixaram trabalhar procurei um medico e fiz uma ressonacia que acusou sagital t1 e t2coronal em t2axial em t1 e t2 e
- a minha pergunta seria mais para aqui pergunto novamente se em caso de epilepsia ou crises de cinvulsao pode existir o controlo da urina pois eu fico incosciente com todos os outros sintom




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Se o rim deixar de funcionar o seu sogro vai ter sintomas como febre alta, dores fortes, etc.
A biopsia serve para diagnosticar. O médico é que sabe o objectivo da sua realização.
Grata pela atenção.
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